sábado, 10 de dezembro de 2016

Tem que acontecer

Uma música especial, especialmente pra mim:



Não fui eu nem Deus não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Se ninguém tem culpa não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor é solidão
Se um vai perder outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar

Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Eu sou um compositor popular

Eu daria tudo
Pra não ver você zangada
Pra não ver você cansada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Sou só um compositor popular

Sérgio Sampaio

o dia chegou

Vou vivê-lo, depois conto como foi e a que conclusões chegamos! ;)

domingo, 4 de dezembro de 2016

30 dias para vencer a depressão

Quando consegui assumir que tinha entrado em quadro depressivo, me propus 30 dias pra sair dele ou voltar pro antidepressivo (que parei há mais de um ano e o tenho como vitória).

De lá para cá, tenho procurado ser mais gentil e compreensiva comigo, me cobrando menos e acolhendo mais. Procuro descansar sempre que possível e busquei resolver questões que estavam me fazendo muito mal.

No entanto, como o trabalho ainda estava puxado, dei uma boa desandada com a alimentação, o que só agravou o quadro.

Ontem a tarde já estava morrendo de sono, mas apesar da vontade gigante de dormir, decidi resistir e ir tentar falar com a médica. Esperei até as 23h, foi cansativo, mas muito importante, pois os resultados dos exames saíram e acusaram uma anemia bastante acentuada, o que explica o esgotamento físico. Saí de lá com receita e só isso já foi uma vitória.

Dois dias menos puxados também já resultam em outro estado de espírito. Estou decidida a vencer a depressão, por mais que agora só tenha 7 dias. Estou certa de que é possível.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dessa dor

Os dias tem sido intensos e o esgotamento físico sempre maior, por isso não tenho escrito. Mas, quero mesmo não voltar a passar por este processo, e como gosto de acreditar que compartilhar possa ajudar a outras pessoas, hoje falo dela: a dor.

Ela é algo verdadeiramente difícil de explicar, especialmente porque queremos encontrar uma causa para ela. Pode até haver, mas não ser fácil de encontrar, pode ser algo de hoje, de meses ou anos atrás. Fato é que ela existe e precisa ser respeitada.

(eu disse respeitada, não cultuada, sim? - e tratada, verdadeiramente tratada).


Duas coisas, eu diria, por hora:

1. Há dias em que ela parece física, é como se houvesse dentro do coração um machucado de não mais que meio centímetro, mas que de repente começa a latejar e essa dor parece irradiar, aumentando seu campo em umas 5x, ou seja, aqui dentro, toma cerca de 2 cm - se não é mais da metade, é quase.

Noutros dias, apesar do meu coração ser grande (supostamente, fisicamente não faço idéia), fica miudinho, miudinho.


2. Ela não tem parametros, não finda. Se parece que tem, como acima, é mais administrável, porque está aqui. Quando não, sinto mesmo que não tem fim. E quando a intensidade se encontra com o infinito, a morte só pode ser sinônimo de alívio.

É como um sonho, porque ilusão ou não, acreditamos de que após a morte não haverá mais dor. E poderemos por fim descansar, enfim, sem ela, em paz.

sábado, 19 de novembro de 2016

Um dia bom!

Hoje foi um dia especial! Simples e fundamentalmente bom - não só porque ontem foi pesado demais, mas porque decidi pegar absolutamente leve comigo, ou seja: acordar e levantar a hora que quisesse e só então decidir o que fazer, portanto, sem planejamento para seguir - e sem cobranças!!

É realmente impressionante como foi bom, como fiquei bem! Recomendo muito!
Até senti vontade de arrumar algumas coisas, assim como, doei algumas e ganhei outras... :)

Ah, a outra coisa que certamente ajudou foi finalmente ter entendido que para amar, preciso me amar mais - ou vou sofrer demais!

Foi importante e libertador conseguir reconhecer que não tinha condições de cuidar ou doar qualquer gota de energia e portanto recusar algo que mesmo sabendo que me faria bem, também poderia me deixar mais esgotada. Consegui me amar primeiro, e estou de parabéns! rsrs...

Pode parecer algo óbvio, mas somente nessa situação extrema foi que consegui realmente entender o que tanto escuto me recomendarem: me amar mais, me ajudar antes de querer ajudar os demais.

Na verdade, na teoria é óbvio, mas perder o hábito de me preocupar com o outro primeiro é um desafio enorme, a diferença é que com o modelo e compreensão prática, pode ser que deixe de ser ou parecer tanto quanto foi até ontem.

Retomar contato com pessoas que gosto também foi muito bom. Tudo tem seus dois lados e, o que inicialmente doeu porque parecia não ter a quem recorrer (devido a necessidade de acompanhamento para os exames), depois teve o efeito oposto, pois consegui perceber que conheço muita gente linda que se pudesse estaria lá do meu lado.

Ontem me senti mais amada e hoje me amei e respeitei mais. E foi um grande passo neste processo!
Sou grata!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Bateria de Exames

Mais um dia com motivos pra comemorar, mas de novo tudo que quero é encontrar minha cama! E justo hoje que é dia de sair pra dançar... bom, ao menos tenho motivo pra não ter energia. Fiz a besteira de marcar uma bateria de exames para hoje, dia em que tinha compromisso de trabalho inadiáveis. O que aconteceu? Foi toda a energia e toda a reserva, sobrou nada!

Como alertei a médica de que a depressão estava voltando, me pediu tudo e um pouco mais. Por conta do cansaço e esgotamento físico fui obrigada a fazer uma "curva glicêmica" e ficar mais de 15 horas sem comer! E sem ter dormido direito... eles [cansaço e esgotamento] agora parecem estar elevados a décima potência! Certeza que amanhã vou achar que estou bem, comparado a hoje... rs

Foi bem mais pesado do que parecia na teoria, mas também porque não me preveni de marcar para um dia menos conturbado e porque até a última hora não ter certo quem poderia me acompanhar me desgastou um tanto. Logo... fica a dica: marcar exames para um dia tranquilo, sem risco de ficar ainda pior de bobeira! ;)

Dia primeiro ficam prontos os exames, mas confesso que espero mais o dia 10! Porque será? rs... Sonhando em voltar pro antidepressivo porque sinto como se minha cabeça por dentro fosse um aglomerado de cacos de vidro, sabe? Talvez o rivotril volte a usar, porque preciso demais relaxar - já tomei remédio para a enxaqueca, aliviou, mas não resolveu - e ao menos hoje não quero dormir com dor. É isso.

E amanhã será melhor! - porque vou aprender a ser mais amigável comigo!
...ao menos de bom humor estou. :)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

E fico quase feliz

No dia 10 de novembro tive uma surpresa boa, ganhar um simples almoço geralmente é algo que me deixa feliz, alegre e contente - adoro ser presenteada, são dádivas! Pense então numa situação em que ter que cozinhar a própria comida é o maior desafio que você não queria ter e, então, como num passe de mágica, você ganha 10 refeições em um dos poucos restaurantes em que pode comer. Eu ficaria radiante no mínimo a tarde toda, mas os sentimentos que estou sendo capaz de encontrar são: satisfação, gratidão e emoção.

No dia seguinte recebi uma notícia sobre algo que desejava há anos, que vinha desde o final do ano passado me movimentando para conseguir e finalmente está feito, autoriado e deviamente assinado! Aí sim, eu quase fiquei feliz! Contei para minha amiga dizendo que estava muito feliz, mas senti que não era verdade. Fiquei contente e aliviada.

Dado estes dois fatos, não há o que argumentar. É uma quase felicidade - porque ela voltou e nada me deixa verdadeiramente feliz, não porque não me alegre ou não ache bom, mas porque não atinjo algo que antes com muita facilidade acessava e me tomava.

Mas está aí uma boa forma de identificar se há depressão ou não. Ficar triste é normal e até importante, tem sua função. Ficar apático não. E sim, reconhecer e aceitar é o primeiro passo para poder enfrentar e mudar.

E quanto mais se protela, mais difícil fica se tratar, o que não significa necessáriamente começar a tomar antidepressivo, mas ao menos criar um plano com um conjunto de atitudes que podem ajudar a sair dela. Eu me propus 30 dias para vencer esse hound, se dia 10 de dezembro ainda não estiver bem, volto para o anti-depressivo também. Mas sempre há o que se possa fazer a mais, o que nem sempre se encontra é força para tanto, por isso às vezes há necessidade do medicamento sim, mas como empurrão, não como solução.

Ontem quando peguei o tal papel a senhora que me entregou disse: "muita gente tenta e não consegue, se você conseguiu é porque é forte". Quis introgetar em mim aquelas palavras, que no momento parecem tão distantes. Devia querer sair pra comemorar, mas tudo que realmente queria era vir pra casa dormir - precisava, e foi o que fiz!

Sim, é realmente patológico, mas tem cura! - e vou reverter esse quadro.