Hoje foi um dia especial! Simples e fundamentalmente bom - não só porque ontem foi pesado demais, mas porque decidi pegar absolutamente leve comigo, ou seja: acordar e levantar a hora que quisesse e só então decidir o que fazer, portanto, sem planejamento para seguir - e sem cobranças!!
É realmente impressionante como foi bom, como fiquei bem! Recomendo muito!
Até senti vontade de arrumar algumas coisas, assim como, doei algumas e ganhei outras... :)
Ah, a outra coisa que certamente ajudou foi finalmente ter entendido que para amar, preciso me amar mais - ou vou sofrer demais!
Foi importante e libertador conseguir reconhecer que não tinha condições de cuidar ou doar qualquer gota de energia e portanto recusar algo que mesmo sabendo que me faria bem, também poderia me deixar mais esgotada. Consegui me amar primeiro, e estou de parabéns! rsrs...
Pode parecer algo óbvio, mas somente nessa situação extrema foi que consegui realmente entender o que tanto escuto me recomendarem: me amar mais, me ajudar antes de querer ajudar os demais.
Na verdade, na teoria é óbvio, mas perder o hábito de me preocupar com o outro primeiro é um desafio enorme, a diferença é que com o modelo e compreensão prática, pode ser que deixe de ser ou parecer tanto quanto foi até ontem.
Retomar contato com pessoas que gosto também foi muito bom. Tudo tem seus dois lados e, o que inicialmente doeu porque parecia não ter a quem recorrer (devido a necessidade de acompanhamento para os exames), depois teve o efeito oposto, pois consegui perceber que conheço muita gente linda que se pudesse estaria lá do meu lado.
Ontem me senti mais amada e hoje me amei e respeitei mais. E foi um grande passo neste processo!
Sou grata!
Este blog não é para gente normal. É para pessoas que pensam demais, que sentem demais, que às vezes choram demais e, outras, não conseguem chorar, que às vezes dormem demais, mas muitas vezes não conseguem dormir. É para elas, e para os que não sabem não amá-las, independente de como sejam ou estejam!
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sábado, 19 de novembro de 2016
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Dia especial
Hoje foi um dia raro: desses em que as coisas boas
coincidem no dia da agenda, mas, incrivelmente, não no mesmo
horário!
De manhã fui ao meu psiquiatra, como gosto
dele! É dessas pessoas que não tem como não gostar!
Adorei a indignação dele quando contei da opinião
do perito sobre o psicólogo (que eu não podia ficar dependente dele, tinha que
saber tomar minhas próprias decisões e andar com minhas próprias pernas(!)).
Poucas coisas são tão deprimentes quanto essas perícias... mas a terça de hoje
compensou a segunda passada.
Às vezes acho que falo demais, mas é que a
gente só se vê uma vez por mês... e tudo está relacionado ao que tratamos. Acho
que o bom psiquiatra é o que consegue se aproximar exatamente do seu oposto: o
homeopata (no sentido de que analisa o todo em seu conjunto e não as partes
isoladamente).
No meu caso, estou com anemia e hipotireoidismo,
ambos leves, mas ambos reforçam os sintomas da depressão, que são justamente a
maior barreira para sair dela! Mas não é só o físico que conta, tem também a questão emocional, relacional, etc e tal. Que não estão lá muito boas, mas hão de
melhorar.
Mas ao menos, depois de me dar conta de que fazia mais de
12 meses que meu psiquiatra perguntava se eu tinha voltado a dançar, e eu
respondia: “esse mês vou voltar”... tomei vergonha na cara e fiz uma das
melhores coisas dos últimos tempos: contratei um professor particular - e é um
investimento sem igual! Começo da tarde era o horário dele e... como me sinto bem dançando! E melhor ainda, junto aprendendo,
melhorando, aperfeiçoando... é muito, muito bom!
Final da tarde, era hora do meu psicólogo.
Achei que seria um desperdício ir para lá estando tão bem. Mas que nada, tinha
muita coisa incomodando dentro do peito, chorei um monte, mas saí me sentindo
muitíssimo melhor - e muito mais leve!
Para completar o dia, só faltou ir ao
centro cardessista. Era dia, mas com a chuva, acabei não resistindo. Vim para
casa, resolvi pacificamente o que precisava resolver, e fiquei me sentindo,
estranhamente, tão bem!
Essa sensação acho que vem muito do se sentir bem cuidada e
bem amada. Gratidão a cada ser que colabora para que seja ela
exatamente como é!
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